O presidente de Afeganistão, Hamid Karzai, cujo frágil governo é apoiado por mais de 100.000 militares estrangeiros, afirmou nesta sexta-feira que não precisa dos favores da comunidade internacional.

Os Estados Unidos e a Otan tem 113.000 tropas combatendo uma guerrilha liderada pelos tallibãs que tentam derrubar Karzai e desestabilizar este país devastado pela guera e empobrecido pela corrupção.

Em 2009, mais de 500 efetivos das forças internacionais morreram no Afeganistão, num conflito cada vez mais violento tanto para as tropas estrangeiras quanto para as afegãs.

Diplomatas em Cabul afirmaram que, sem a presença militar ocidental, o governo de Karzai seria derrubado rapidamente, pois os talibas estão se expandindo em todo o país e instaurando sistemas administrativos e judiciais paralelos.

"Tenho de conquistar os corações e as mentes dos afegãos, devo ser legítimo e preciso da confiança do povo afegão para ser um bom presidente", afirmou Karzai ao canal Al Jazeera, enquanto que as forças ocidentais se preparam para aumentar seus efetivos para 150.000 este ano e o Afeganistão recebe milhares de milhões de dólares por ano.

"A legitimidade de meu governo deve ser outorgada pelo povo afegão. Quanto à comunidade internacional, não preciso de seus favores. Eles estão aqui com uma finalidade, que é combater o terrorismo, e nós estamos trabalhando com eles com um objetivo, que é a estabilidade e a segurança do Afeganistão, de modo que temos uma meta comum", conclui.

Em novembro assado, Karzai começou um segundo mandato de cinco anos, depois de ser declarado vencedor de eleições consideradas fraudulentas por seu principal adversário, Abdullah, e por observadores internacionais.

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