O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, fez críticas às forças lideradas pelos Estados Unidos por causa de uma operação que teria matado mais de 70 civis na sexta-feira - na maioria crianças e mulheres. Karzai afirmou que as autoridades locais não foram consultadas antes da incursão e classificou a missão de unilateral.

Ele determinou a elaboração de um plano detalhado que será entregue ao comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para evitar novas vítimas civis em operações militares no futuro.

Neste sábado, um parlamentar afegão disse que militares abriram fogo contra centenas de pessoas que protestatvam contra a operação.

Pelo menos uma pessoa teria morrido e seis ficado feridas, depois de as forças de segurança afegãs terem reagido com tiros ao serem alvo de pedras atiradas pelos manifestantes.

Na sexta-feira, os americanos chegaram a negar ter havido quaisquer vítimas na operação, mas neste sábado eles anunciaram ter aberto um inquérito.

Ponto de atrito
O correspondente da BBC no país, Alaistair Leithead, afirmou que o assunto vítimas civis é um antigo ponto de atrito entre o presidente Karzai e as forças internacionais no Afeganistão.

O Ministério do interior do Afeganistão chegou a dizer que 91 civis haviam sido mortos na operação no oeste do país.

Um comunicado do Ministério diz que o incidente ocorreu no distrito de Shindan, na província de Herat, e que o incidente está sendo investigado.

O ataque chegou inicialmente a ser anunciado como um "sucesso" pelo Ministério afegão, que disse que um líder da milícia Talebã tinha morrido na operação.

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