Karzai assina decreto que acaba com companhias de segurança no Afeganistão

Empresas sem registrado no governo serão consideradas ilegais e as autoridades apreenderão suas armas e instalações

EFE |

AFP
Presidente afegão, Hamid Karzai, e secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante Conferência Internacional sobre o Afeganistão em Cabul (20/07/2010)
O presidente afegão, Hamid Karzai, assinou nesta terça-feira um decreto para acabar com as companhias de segurança privadas que atuam no Afeganistão em um prazo de quatro meses. Karzai justificou sua decisão defendendo a necessidade de "melhorar a segurança, proteger as vidas das pessoas, evitar desordens de segurança e o mal uso de uniformes militares que deixaram algumas vítimas".

"Após uma profunda reflexão sobre o assunto, ordeno a dissolução das companhias de segurança estrangeiras e afegãs em quatro meses", disse o presidente no decreto. Karzai esclareceu que os membros afegãos dessas empresas poderão alistar-se na polícia, com ou sem suas armas, uma gestão da qual ficará encarregado o Ministério do Interior.

"Se as companhias não quiserem vender suas armas, podem levá-las a seus países, mas os vistos de seu pessoal (estrangeiro) serão cancelados", disse o presidente. As empresas que não estiverem registradas pelo governo serão consideradas ilegais e as autoridades apreenderão suas instalações e suas armas.

Na véspera, o porta-voz do governo havia anunciado que Karzai fixaria um prazo de quatro meses para que as empresas privadas de segurança que operam no Afeganistão fossem totalmente dissolvidas. Quase 40 mil pessoas trabalham no Afeganistão no crescente setor de segurança.

As companhias internacionais prestam frequentemente serviços às forças internacionais, ao Pentágono, à representação da ONU, às empresas responsáveis por administrar as ajudas recebidas pelo país, às ONGs e aos meios de comunicação ocidentais.

Os empregados dessas companhias são, em sua maioria, afegãos, e os diretores costumam ser estrangeiros - com frequência ex-militares - que recebem salários consideráveis.

*Com EFE e AFP

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