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Karzai apóia mudança de estratégia dos EUA para o Afeganistão

Cabul, 11 set (EFE).- O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, anunciou hoje seu apoio à mudança de estratégia anunciada por Washington em relação ao país, e assegurou que o posicionamento de mais tropas americanas em solo afegão ajudará no combate ao terrorismo.

EFE |

Em entrevista coletiva em Cabul, Karzai deu boas-vindas ao anúncio do chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, que ontem admitiu que a estratégia adotada até agora não estava sendo bem-sucedida e que apostou em outra "mais global", focada nos trechos da fronteira entre Afeganistão e Paquistão cruzados pelos rebeldes.

Karzai destacou ainda que "a nova estratégia (dos EUA) é algo sobre o que" ele e seus colegas "do Governo afegão" vinham falando "há três anos e meio".

"Achamos que uma mudança de estratégia é importante. Isto significa que temos que ir aos lugares onde há campos de treinamento e abrigos seguros" para os terroristas, disse o presidente afegão.

Karzai defendeu a "eliminação" dos insurgentes e acrescentou que uma "nova estratégia" significa "que é preciso haver mudanças na região e dentro do Afeganistão".

O chefe de Estado também se referiu à intenção dos EUA de reforçar suas tropas no Afeganistão e prestar mais atenção às atividades dos insurgentes no lado paquistanês da fronteira comum.

"Sem dúvida, mais tropas americanas terão efeito na luta contra o terrorismo. Elas precisam se estabelecer e se posicionar nos lugares" em que sua presença é mais necessária, destacou.

"O Afeganistão e a região se beneficiarão disso", acrescentou Karzai, que também elogiou a vontade dos EUA de continuar treinando as forças afegãs para que o país consiga "defender seu território sozinho".

Sobre as "vítimas civis" do conflito, o presidente assegurou que seu Governo discutiu este assunto "muito seriamente" nos últimos dois anos.

"Queremos não só que as vítimas civis diminuam no Afeganistão, mas que sejam reduzidas a zero. Não devem haver vítimas civis, porque só com a ajuda e o apoio do povo afegão poderemos ser bem-sucedidos", afirmou.

Segundo a Human Rights Watch, 119 civis morreram nos primeiros sete meses deste ano em bombardeios das forças estrangeiras, a maioria deles levados a cabo pela coalizão liderada pelos EUA. EFE lo/sc

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