Em conferência sobre segurança na Alemanha, presidente afegão reconheceu corrupção e prometeu programa de combate

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, anunciou neste domingo, no último dia da Conferência de Segurança de Munique, no sul da Alemanha, que em 21 de março anunciará a primeira fase do plano de transferência de poderes das forças aliadas às autoridades locais, que culminará em 2014.

Hamid Karzai (D) cumprimenta a ministra das Relações Exteriores francesa, Michele Alliot-Marie, em Munique, Alemanha
AP
Hamid Karzai (D) cumprimenta a ministra das Relações Exteriores francesa, Michele Alliot-Marie, em Munique, Alemanha
Em uma sessão dedicada aos desafios de segurança globais e regionais, a Otan e o Afeganistão, Karzai afirmou que "estão dando grandes passos" e que a situação dos cidadãos afegãos "melhorou". "Isso é possível ser comprovado em visita ao país", acrescentou.

O presidente afegão usou neste domingo o maior fórum internacional de segurança, embora de caráter privado, para agradecer aos países aliados a ajuda recebida. "Todos foram muito generosos conosco", assinalou Karzai, ao comprometer-se diante dos 350 participantes da Conferência na luta contra a corrupção.

'Erros'

Karzai explicou que seu país está "iniciando um novo programa que luta contra a origem da corrupção" e admitiu que "todos cometeram erros".

Para o líder afegão, o futuro do "Afeganistão será um Estado que participará da segurança da região", porque "as ameaças são para todos". "Queremos contribuir à segurança coletiva e ao desenvolvimento econômico", ressaltou o político, quem esclareceu que o papel da Rússia e China "é importante" para o desenvolvimento do Afeganistão.

Antes de Karzai, a ministra de Exteriores francesa, Michèle Alliot-Marie, defendeu modernização dos sistemas defensivos europeus e garantiu que "a proteção dos Estados Unidos não é universal, tampouco eterna".

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