Haia, 29 ago (EFE).- O ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic se recusou hoje a pronunciar-se sobre as 11 acusações a que responde no Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), incluindo as de genocídio e crimes de guerra.

Perante esta situação, o juiz do caso decidiu introduzir uma declaração de inocência em nome do acusado para que o julgamento possa ser iniciado, o que ainda pode levar vários meses.

Em sua segunda aparição perante a Corte, Karadzic voltou a apresentar-se sem advogado e se recusou a escutar as acusações da Promotoria.

O suposto criminoso de guerra se negou a declarar-se culpado ou inocente das 11 acusações apresentadas contra ele, e questionou a validade do TPII, que acusou de não representar "a comunidade internacional, mas a Otan", cujo objetivo seria "acabar com ele".

"Eu deixei de usar uma identidade falsa e acho que todas as partes deveriam fazer o mesmo", acrescentou Karadzic.

Perante sua recusa a pronunciar-se sobre as acusações, o juiz Iain Bonomy explicou que as normas do tribunal lhe obrigam a introduzir uma declaração de não culpabilidade em nome do acusado.

Karadzic se permitiu brincar então, assegurando que preferiria ouvir essas palavras no final do processo, e não durante a sessão inicial.

Bonomy fixou a próxima sessão do julgamento para 17 de setembro, quando a Corte analisará as moções apresentadas pela Promotoria e pelo acusado. EFE mvs/gs

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