Karadzic não consegue adiar julgamento por crimes de guerra

AMSTERDÃ (Reuters) - O ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic não conseguiu adiar o seu julgamento por crimes de guerra nesta quinta-feira, quando o tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) para a ex-Iugoslávia decidiu que não houve violação de seu direito a um julgamento justo. O julgamento de Karadzic por crimes de guerra durante o conflito da Bósnia entre 1992-95 deve ser retomado na próxima terça-feira, mas ele apresentou um pedido na semana passada pela suspensão do processo, alegando ter sido negado a ele o direito de contestar as provas da acusação.

Reuters |

"A câmara não está convencida de que houve qualquer violação do direito do acusado de um julgamento justo que possa justificar uma suspensão do julgamento", disse em comunicado o Tribunal Penal Internacional da ONU para a antiga Iugoslávia.

Karadzic alegou que a decisão do tribunal, que o impediu de contestar a declaração de testemunhas dadas em casos anteriores, violou seus direitos, mas a Corte disse que ele seguirá tendo "ampla oportunidade" de refutar as provas de acusação.

Durante seu discurso no mês passado, Karadzic negou envolvimento no cerco de quatro anos a Sarajevo por forças sérvias, onde 10 mil pessoas foram assassinadas, e a morte de mais de 8 mil bósnio-muçulmanos em Srebrenica, em 1995.

Karadzic boicotou o início de seu julgamento no ano passado e tem tentado por diversas vezes atrasar os procedimentos para preparar sua defesa.

Ele nega todas as 11 acusações de genocídio, crimes contra a humanidade e violação de leis de guerra.

(Reportagem de Aaron Gray-Block)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG