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Karadzic apelará contra extradição 5 min antes do fim do prazo

O ex-líder sérvio da Bósnia Radovan Karadzic, preso na segunda-feira acusado de crimes de guerra e genocídio, irá aguardar até os minutos finais do prazo legal para apelar de sua extradição para o Tribunal Criminal Internacional de Haia, na Holanda.

BBC Brasil |

De acordo com as leis sérvias de cooperação com o Tribunal, os suspeitos têm três dias para apelar da decisão de transferência para Haia - como o anúncio foi feito na terça-feira, o ex-líder sérvio tem até a noite desta sexta-feira para entregar o apelo.

Segundo o advogado de Karadzic, Sveta Vujacic, o recurso será entregue cinco minutos antes do fim do prazo, e pelo correio.

Analistas acreditam que esta seria uma tática para atrasar o processo, mas a extradição de Karadzic é praticamente inevitável.

Processo

Para garantir a extradição, todas as condições impostas pelo Tribunal devem ser preenchidas - o direito de apelar e a avaliação do pedido por um comitê especial de crimes de guerra.

O processo todo pode levar de três a nove dias, mas há suspeitas de que um painel de juízes trabalhará rapidamente para analisar o recurso e garantir o envio de Karadzic para Haia até, no máximo, terça-feira.

O ex-líder sérvio já disse que pretende fazer sua própria defesa caso seja extraditado. Se isso realmente acontecer, Karadzic estará seguindo o exemplo do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, que também realizou a própria defesa durante seu julgamento no Tribunal de Haia.

Acredita-se que Karadzic vá tentar atrasar o máximo possível os procedimentos judiciais, possivelmente até 2010, quando termina o mandato do tribunal.

Extradição

Karadzic foi indiciado pelo Tribunal de Haia por genocídio e crimes de guerra durante o conflito na Bósnia nos anos 90.

Ele responderá à acusação de que matou cerca de 8 mil homens e meninos muçulmanos em Srebenica em julho de 1995, bombardeou Sarajevo e usou 284 soldados das forças de paz da ONU como escudos humanos em maio e junho de 1995.

Karadzic nega as acusações e se recusa a reconhecer a legitimidade do tribunal.

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