Kadima vence eleições israelenses, diz pesquisa de boca-de-urna

JERUSALÉM - O Kadima, partido da ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, venceu as eleições realizadas nesta terça-feira no País, segundo pesquisas de boca-de-urna.

Redação com agências internacionais |


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Segundo dois levantamentos divulgados por redes de TV locais, o Kadima assegurou 30 assentos no novo Parlamento, enquanto o partido conservador Likud, de Benjamin Netanyahu, elegeu 28 representantes. Os primeiros resultados oficiais devem ser anunciados na noite desta terça-feira, e os números finais, dentro de alguns dias.

Mesmo se esses resultados se confirmarem, não está claro se Livni poderá formar o próximo governo de Israel, já que projeções dão 66 das 120 cadeiras do Parlamento para partidos de Direita, e 54 para os partidos liberais.

Nesse cenário, Livni teria de dialogar com os direitistas e trabalhar com eles. Outra possibilidade é que a administração seja comandada pelo próprio Likud, já que os conservadores seriam maioria no Parlamento. Nos próximos dias, o presidente Shimon Peres deve convidar para formar governo o líder que considerar mais capaz de orquestrar uma coalizão.

Segundo as pesquisas, o Israel Beiteinu, partido ultranacionalista, conseguiu 14 cadeiras, tendo importante papel na determinação do próximo-governo. O Partido Trabalhista, que liderou Israel por décadas, ficou em quarto lugar, com 13 cadeiras.

Reuters
Mulher israelense em cabine de votação

Mulher vota em Israel, nesta terça-feira

Antes líder disparado nas pesquisas de intenção de voto, o ex-premiê Benjamin Netanyahu perdeu espaço para Livni nos últimos levantamentos. O partido de ultradireita do candidato Avigdor Lieberman também cresceu em uma campanha ofuscada pela guerra em Gaza, na qual 1.300 palestinos e 13 israelenses morreram.

Livni, que defende a solução de dois Estados, coordenou conversas de paz com os palestinos, interrompidas no ano passado mas que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deseja reiniciar. Netanyahu tem posição mais conservadora sobre a concessão de territórios ocupados ao palestinos.

Participação

Os colégios eleitorais de Israel fecharam às 22h (18h de Brasília). O pleito transcorreu normalmente, e, segundo as autoridades, a participação dos eleitores foi maior que a prevista. Estima-se que cerca de 60% dos eleitores do país tenham comparecido às urnas, cerca de 2,5% a mais do que nas eleições de 2006.

Existia a perspectiva de que a participação fosse baixa, devido à falta de esperança, por parte de muitos eleitores, de que as eleições pudessem gerar uma mudança significativa na situação do país.

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