Kadafi volta a pedir avanços em projeto de bloco africano

Trípoli, 29 jun (EFE).- O chefe de Estado líbio, Muammar Kadafi, fez hoje uma nova chamada à unidade continental às vésperas da Cúpula da União Africana (UA), que começa na próxima quarta-feira, e advertiu que se isso não se concretizar os países correm o risco de voltar a ser colonizados.

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Em discurso durante a reunião da Comissão Executiva da UA para preparar a cúpula, Kadafi ressaltou que o continente será "o grande perdedor" caso não se realize o projeto de unidade, segundo a agência oficial de notícias líbia "Jana".

"Dez anos depois da criação da União Africana (...) ainda não conseguimos nos unir e, se não conseguirmos, corremos o risco de ser colonizados de novo e cair na escravidão", explicou o ditador.

Kadafi, presidente em exercício da UA desde fevereiro passado, defende há anos o projeto de criação dos Estados Unidos da África, que agruparia os 53 membros da organização pan-africana com um Exército comum de dois milhões de soldados e uma moeda única.

Vários países do continente mostraram, no entanto, sua oposição a esse projeto, entre eles Argélia e Egito.

"Sem união fracassaremos nas negociações sobre o comércio mundial, nas relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e não poderemos fazer frente ao dólar nem ao euro", argumentou o ditador líbio.

Além disso, Kadafi considerou que, sem um projeto de unidade, a África também não poderá fazer frente à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e "terá problemas para impor sua existência".

O líder líbio avisou que não ficará "com os braços cruzados" caso continue o atual estado das coisas e a unidade africana não avance.

"Eu serei o primeiro a me opor e denunciar essa piada perante os povos, os pensadores, os intelectuais e a imprensa africana", disse.

EFE fá/rr

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