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Kadafi diz que ONU é lugar de encontros sociais

Sharm el-Sheikh (Egito), 15 jul (EFE).- O chefe de Estado da Líbia, Muammar Kadafi, disse hoje que a Assembleia Geral da ONU promove reuniões sociais e criticou as Nações Unidas e o Conselho de Segurança (CS) da organização por sua falta de democracia.

EFE |

Em discurso na 15ª Cúpula dos Países Não-Alinhados (Noal), que acontece em Sharm el-Sheikh (Egito), Kadafi afirmou que "o Conselho de Segurança é um monopólio que atende às maiores potências do mundo". "Isto é um perigo para a paz internacional", acrescentou.

Para equilibrar o CS, em que Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido têm assentos permanentes, o ditador pediu a inclusão de um representante da União Africana (UA) no órgão.

"A UA, com 52 países, deve ter um assento permanente no Conselho de Segurança. Apresentaremos uma solicitação à ONU", afirmou.

"América Latina, África e o Sudeste Asiático não têm nenhuma presença (no CS), só na Assembleia Geral, que não tem nenhuma função. Por isso um assento permanente para a UA é algo necessário e indiscutível", insistiu.

Nesse contexto, comparou a ONU com o Noal: "Somos maioria na ONU.

A ONU não é nada. A Assembleia Geral dela é um lugar de encontros sociais, embora todas as nações estejam representadas".

Em seguida, pediu que o Noal crie seu próprio Conselho de Segurança e de Paz. "Deveríamos ter este Conselho e, para sua criação, temos que constituir um grupo para analisar esta proposta", disse Kadafi.

"Poderíamos resolver os problemas de forma democrática, com o espírito de amizade e irmandade do movimento. Devemos analisar a fundo" esta proposta, frisou.

Ao falar sobre a questão nuclear, o ditador admitiu que os países não devem desenvolver esta tecnologia para produzir bombas. "Isto é muito perigoso", afirmou.

Em clara referência ao Irã, Kadafi disse, por outro lado, que "os países têm direito" a usar tecnologia nuclear para fins pacíficos.

"Se o Irã quiser usar o urânio para uma bomba, somos contra. Mas para fins pacíficos, é preciso deixá-lo", reforçou. EFE jrg/sc

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