Nuakchott, 12 mar (EFE).- O presidente da Líbia, Muammar Kadafi, descartou hoje, sob qualquer circunstância, uma intervenção estrangeira na crise que agita a Mauritânia desde o golpe de Estado de 6 de agosto do ano passado.

"Não haverá uma intervenção estrangeira aqui, sejam quais forem as razões", declarou Kadafi à imprensa no aeroporto de Nuakchott.

O chefe de Estado líbio, que nesta quinta-feira encerrou uma visita de quatro dias ao país como mediador na crise, atribuiu suas declarações a um compromisso assumido pelo Alto Conselho de Estado.

Segundo Kadafi, atualmente à frente da Presidência rotativa da União Africana (UE), a Junta Militar que governa a Mauritânia desde o golpe "se comprometeu a organizar eleições presidenciais em um prazo preciso e firme, a saber, em 6 de junho de 2009".

Estas eleições, acrescentou, poderão ser acompanhadas pela UA, pela Comunidade de Estados do Saara e do Sael (CEN-SAD) e pela União do Magrebe Árabe (UMA).

Além disso, Kadafi ressaltou que todos os mauritanos poderão concorrer ao pleito. EFE mo/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.