Kadafi chega a Roma em visita cercada de polêmica

Roma, 10 jun (EFE).- O chefe de Estado líbio, Muammar Kadafi, chegou hoje a Roma cercado de fortes medidas de segurança, em uma polêmica visita oficial de três dias em que se reunirá com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.

EFE |

Trata-se da primeira visita do coronel líbio à Itália, que gerou polêmica e protestos de partidos políticos como a Itália dos Valores (IDV), da oposição, e o Partido Radical, assim como da ONG Anistia Internacional (AI), que acusam a Líbia de violar os direitos humanos.

Kadafi chegou a um aeroporto militar do sul de Roma às 12h (7h, Brasília) e foi recebido por Berlusconi e pelo chanceler Franco Frattini.

Durante sua estada em Roma, o quartel-general do líder líbio foi instalado nos jardins de Vila Pamphili, próxima ao Vaticano, onde ergueu sua luxuosa tenda.

A área, atrás da colina do Janículo, foi fechada ao público e ao tráfego e é protegida por franco-atiradores.

Kadafi está acompanhado de uma comitiva de mais de 300 pessoas, entre elas seu Exército de 40 mulheres que o seguirá em todas as atividades.

Para a segurança do líder líbio, os aviões não podem sobrevoar Roma entre as 22h (17h, Brasília) de hoje e a meia-noite do próximo sábado (21h de sexta).

Fontes da embaixada líbia consultadas pela Agência Efe confirmaram que Kadafi se reunirá esta tarde com Berlusconi, às 18h (13h).

Várias organizações estudantis já anunciaram protestos pela presença de Kadafi e pelo acordo assinado entre ele e Berlusconi, "que prevê a repatriação dos imigrantes que provenham do litoral líbio", segundo denunciaram os manifestantes.

Kadafi permanecerá em Roma também no sábado. Segundo o jornal local "Corriere della Sera", o líder se reunirá no sábado com seis mil judeus que foram expulsos da Líbia em 1967 durante as perseguições iniciadas após a guerra de Israel com Egito, Síria e Jordânia.

O jornal "La Repubblica" afirma que esse eventual encontro gerou desgosto entre a comunidade judaica, já que foi fixado para um sábado, coincidindo com o dia em que os judeus realizam o "Shabat", seu dia de descanso. EFE ebp/rr

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