A Corte de Apelações da Tailândia abandonou nesta quinta-feira as acusações de insurreição contra nove líderes de um momento de oposição que pretende derrubar o governo, dois dias depois dos piores distúrbios registrados nos últimos 16 anos nas ruas de Bangcoc.

A justiça considerou que, "apesar dos suspeitos terem cometido atos ilegais, não é razoável emitiruma ordem de prisão por insurreição". A corte, no entanto, manteve as acusações de reunião ilegal e incitação à desordem.

Na terça-feira confrontos entre polícia e manifestantes ao redor do Parlamento deixaram saldo de dois mortos e mais de 270 feridos.

Cenas de caos ocorreram nas imediações da sede parlamentar, depois que a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes. As pessoas saíram em disparada, enquanto alguns tentavam virar os carros da polícia.

Oito policiais foram feridos a tiros ou facadas, segundo testemunhas, em distúrbios após meses de manifestações para provocar a queda do governo eleito, ligado ao derrubado primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que vive exilado na Grã-Bretanha.

O conflito começou no fim de maio com o início de uma campanha para derrubar o governo iderada pela Aliança Popular para a Democracia (APD), uma coalizão que reúne monarquistas e sindicalistas que ocupa a sede de governo de Bangcoc desde 26 de agosto.

A APD afirma que prosseguirá com os protestos enquanto permanecer no poder o Partido do Poder do Povo (PPP), dominado pelos aliados do milionário Thaksin Shinawatra, que governou a Tailândia de 2001 a 2006, até que foi derrubado por um golpe militar.

O novo primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, cunhado de Thaksin, foi eleito pelo Parlamento em 17 de setembro, em substituição a Samak Sundaravej, forçado a renunciar pelas manifestações da APD e por uma decisão do Tribunal Constitucional.

bur-cm/fp

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