Justiça sul-coreana autoriza eutanásia de paciente em coma

Seul, 21 mai (EFE).- A Suprema Corte da Coreia do Sul confirmou hoje o direito a morrer com dignidade de uma paciente em estado de coma irreversível, para que sejam desligados os aparelhos que a mantêm com vida, informou a agência local Yonhap.

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A sentença é inédita na Coreia do Sul, e abre um precedente para futuros casos de características similares.

A família da paciente, conhecida pelo sobrenome Kim, entrou com o processo depois de o hospital Severance, que pertence à universidade católica de Yonsei, se negar a desligar os aparelhos.

Kim, uma mulher de 75 anos, se encontra em estado de coma desde fevereiro de 2008, quando passou por uma cirurgia de pulmão.

Os familiares asseguraram que a paciente não tinha possibilidades de recuperação, e que tinha manifestado seu desejo de morrer caso algo desse errado na cirurgia que lhe provocou o coma.

O juiz sul-coreano Lee Yong-hun disse hoje que manter com vida pacientes terminais como Kim viola potencialmente a dignidade dos seres humanos, informou a "Yonhap".

"Continuar ou não com as medidas de suporte vital artificial e alimentar pacientes em coma é um assunto que deve ser considerado cuidadosamente", acrescentou.

"Consideramos que a paciente já entrou em uma fase prévia à morte. Nesse caso, a continuidade do tratamento por parte do hospital só serve para atacar a dignidade humana", disse a sentença.

EFE ce/mh

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