Justiça sérvia condena acusados de assassinar opositores em 1999

Belgrado, 19 jun (EFE).- A Suprema Corte da Sérvia condenou hoje a 247 anos e dez meses de prisão um grupo de dez ex-agentes dos serviços de segurança acusados pelo assassinato, em 1999, de quatro opositores ao regime de Slobodan Milosevic e por planejar um atentado contra o então líder opositor, Vuk Draskovic.

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O antigo chefe dos serviços secretos Radomir Markivoc, o ex-comandante da Unidade de Operações Especiais da Polícia (JSO), Milorad Ulemek, conhecido como "Legija", e um ex-membro desta última unidade Nenad Ilic, foram condenados a penas máximas de 40 anos pelos vários crimes cometidos.

Em 3 de outubro de 1999, os quatro membros do então principal partido da oposição, o Movimento de Renovação Sérvio (SPO), foram assassinados a cerca de 50 quilômetros de Belgrado em uma simulação de acidente de trânsito.

Seu líder, Draskovic, foi o único sobrevivente do acidente, no qual dois automóveis onde viajavam os funcionários desse partido colidiram com um caminhão carregado de areia, guiado por Ilic.

O também membro da unidade especial de comandos JSO Nenad Bujosevic foi condenado hoje a 35 anos e outros três, a 30 anos de prisão, enquanto um ex-chefe do serviço alfandegário e mais dois acusados receberam penas que variaram de seis meses a um ano e meio.

Dois dos acusados foram absolvidos.

A Suprema Corte da Sérvia decidiu julgar o caso após cancelar as sentenças ditadas em três juízos anteriores - 2003, 2005 e 2007 - por violações ao procedimento penal e outras irregularidades.

O hoje condenado Markovic, que liderou os serviços secretos sérvios de 1998 a 2001, era considerado um dos "pretorianos" de Milosevic, presidente autoritário sérvio e iugoslavo derrotado em outubro de 2000.

A justiça sérvia já sentenciou Markovic a 15 anos de prisão por sua participação no assassinato do ex-presidente da Sérvia Ivan Stambolic, em agosto de 2000, e por outro atentado fracassado contra Draskovic, em junho desse mesmo ano.

Por sua responsabilidade nos delitos, Ulemek foi sentenciado a 40 anos de prisão e, além disso, foi condenado à pena máxima como cérebro do assassinato, em 2003, do primeiro-ministro reformista sérvio Zoran Djindjic. EFE sn/fh/rr

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