Justiça russa nega ter provas de atentado em hidrelétrica

A procuradoria russa negou nesta sexta-feira ter provas de que o acidente de segunda-feira, que provocou 26 mortes, em uma central hidrelétrica da Sibéria tenha sido um atentado islamita, como reivindicou o grupo radical Riyadus Salikjiin.

AFP |

A investigação verifica diferentes versões da origem do acidente. No entanto, a versão do atentado não foi confirmada. Os técnicos em bombas do FSB (inteligência russa, antiga KGB) não encontraram rastros de explosivo na zona do acidente", declarou o porta-voz da procuradoria, Vladimir Markin.

O grupo islamista Riyadus Salikjiin afirma ter atacado a central hidrelétrica, cuja destruição na segunda-feira por causas ainda indeterminadas deixou 26 mortos e 49 desaparecidos, segundo um comunicado divulgado no site rebelde Kavkazcenter.com.

"Em 17 de agosto efetuamos uma sabotagem em Jakasia, na central Sayano Shushenskaya", afirma o grupo

"Na sala de máquinas, conseguimos colocar uma granada antitanque com detonação programada. A explosão provocou grandes danos, muito superiores ao que podíamos esperar", completa o comunicado do grupo.

A veracidade do texto não pôde ser confirmada.

O grupo alega que no início do ano "tomou a decisão de ativar a guerra econômica contra a Rússia em seu território".

A página Kavkazcenter.com, que era considerada um site independente checheno durante a guerra nesta pequena república do Cáucaso, destacou que que se limitou a divulgar a mensagem.

Jakasia fica 4.300 quilômetros ao leste de Moscou.

Quase 2.000 oficiais trabalham nas operações de resgate. O primeiro-minstro russo, Vladimir Putin, viajou a Abakan, capital regional, e deve visitar a central. Ele determinou ainda a inspeção de todas as instalações estratégicas do país.

edy/fp

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