Justiça retira acusações contra favorito à presidência sul-africana

A procuradoria geral da África do Sul anunciou nesta segunda-feira que retirou as acusações de corrupção contra o candidato favorito à presidência, Jacob Zuma, encerrando oito meses de investigações a apenas três semanas das eleições gerais.

AFP |

"Não é possível, nem desejável, que a NPA (procuradoria geral) prossiga com o processo de Zuma", afirmou o procurador geral Mokotedi Mpshe.

O procurador baseou a decisão na conduta "inapropriada" de Leonard McCarthy, que era o diretor do serviço de investigações da NPA quando Jacob Zuma foi indiciado.

Depois de citar trechos de conversas telefônicas, Mpshe considerou que McCarthy abusou de seus poderes com fins alheios ao interesse da justiça quando decidiu a data do processo do político.

O líder do Congresso Nacional Africano (ANC) havia sido indiciado por corrupção, extorsão e fraude fiscal em dezembro de 2007, poucos dias depois de assumir o comando do partido no lugar do então presidente Thabo Mbeki.

Ele era suspeito de ter solicitado - quando era vice-presidente do país (1999-2005) - subornos a uma filial sul-africana do grupo de armamento francês Thales.

Jacob Zuma, que segundo as pesquisas será eleito presidente da república na eleição de 22 de abril, sempre alegou inocência. Ele afirmava ser vítima de uma conspiração política para afastá-lo do poder.

chp/fp

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