Um tribunal belga prolongou nesta terça-feira a prisão provisória do homem acusado pela matança em uma creche de Derdemonde (noroeste) na sexta-feira passada e do assassinato de uma idosa em meados de janeiro perto de Anvers (norte).

O tribunal de apelação de Derdemonde confirmou assim a ordem ditada por um juiz de instrução contra Kim De Gelder, 20 anos, prolongando sua prisão provisória.

Kim De Gelder foi indiciado por assassinato a facadas de dois bebês e uma professora da creche de Derdemonde, assim como da morte de uma mulher de 73 anos esfaqueada em 16 de janeiro em seu sítio de Beveren.

Na véspera, Gelder saiu do silêncio; disse não compreender os motivos de seu ato, mas querer colaborar com a investigação, informou nesta segunda-feira seu advogado.

Ele se recusava até então a falar sobre os fatos, explicou mais cedo durante o dia o procurador de Derdemonde, Christian Du Four.

Diante de seu advogado, parece mudar de atitude.

"Compreende que fez alguma coisa de desumano. Acho que lamenta, mas não disse que sente remorsos ou se arrepende", comentou à agência belga Me Jaak Haentjes, após ter encontrado Kim De Gelder na prisão de Bruges (nordeste).

"Conversamos durante uma hora. Foi uma discussão construtiva, sobre sua vida, mas também sobre os fatos. O motivo pelo qual escolheu bebês de uma creche como vítimas é ainda um enigma. Quero saber porque fez isso. Ele se diz pronto para colaborar também", acrescentou o advogado.

O jovem disse "nada saber" sobre o assassinato de uma mulher de 73 anos encontrada morta a facadas em sua fazenda perto de Antuérpia, no dia 16 de janeiro - um caso de que também é suspeito, segundo o advogado.

siu/cn

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