Por Patricia Vélez LIMA (Reuters) - A Justiça peruana confirmou de forma unânime a sentença de 25 anos de prisão para o ex-presidente Alberto Fujimori pela morte de 25 pessoas durante a repressão à guerrilha na década de 1990. O recurso pela anulação da sentença apresentado pela defesa foi recusado.

A sentença ditada em abril do ano passado foi a primeira na América Latina contra um presidente eleito e julgado em seu próprio país por causa de abusos contra os direitos humanos.

A Corte Suprema "confirmou por unanimidade a sentença de 25 anos de prisão imposta ao ex-presidente Alberto Fujimori como responsável pelos delitos de homicídio qualificado e lesões graves", disse a Justiça em comunicado divulgado neste domingo.

Nos casos de sequestro agravado do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer Ampudia, a decisão também foi ratificada, mas por quatro votos a um. Para um dos magistrados, o sequestro foi simples, e não agravado.

Gorriti foi sequestrado um dia depois do autogolpe de abril de 1992 por militares e preso no serviço de inteligência. Ampudia foi preso sem ordem judicial no aeroporto de Lima, também em 1992.

A filha de Fujimori, Keiko Fujimori, uma política popular, já afirmou que indultaria o pai se ganhasse a Presidência nas eleições de 2011.

Fujimori permanece detido em uma base policial em um bairro pobre de Lima.

Muitos peruanos reconhecem o matemático Fujimori pela derrota da guerrilha que queria impor um Estado comunista no Peru, e também por ter trazido estabilidade econômica ao país.

Mas outros acusam Fujimori de ter governado com mão dura e de ter promovido abusos aos direitos humanos --como a morte, por militares, de 25 pessoas, incluindo uma criança, acusadas de pertencer ao grupo rebelde Sendero Luminoso.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.