Assunção, 8 set (EFE).- A Direção Nacional de Alfândegas do Paraguai informou hoje que detectou uma evasão de US$ 14 milhões efetuada por várias empresas importadoras nos oito primeiros meses do ano, e a Justiça paraguaia emitiu mandados de prisão contra 13 administradores portuários, inclusive do Brasil.

Esses administradores, cuja ordem de detenção foi emitida pela Promotoria após serem filmados entregando dinheiro ao novo presidente da Administração Nacional de Navegação e Portos (ANNP), Albino González, são de portos de Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

O diretor da Direção Nacional de Alfândegas, Carlos Vidal Ríos, afirmou em entrevista coletiva que essas evasões foram realizadas, principalmente, por meio da "depreciação" e por "diferenças de verbas tarifárias", de produtos do setor de eletrônica, informática e confecções.

Ríos também disse que as empresas importadoras que realizaram essas evasões foram inabilitadas provisoriamente e têm prazo de dez dias para regularizar a situação legal.

O diretor explicou que a evasão detectada de janeiro a agosto supera 55,742 bilhões de guaranis (US$ 14 milhões) e lembrou que, em todo o ano passado, esse montante foi de 41 bilhões de guaranis (US$ 10,2 milhões).

A denúncia de Ríos acontece três dias depois de o juiz de instrução Pedro Portillo decretar a reclusão de alguns dos supostos integrantes de uma rede de corrupção desmantelada na semana passada na ANNP.

Portillo ordenou a prisão de administradores portuários em Ciudad del Este, Itá Enramada e Saltos del Guairá.

Uma primeira estimativa de González revela que essa máfia distribuía aos presidentes da ANNP aproximadamente US$ 100 mil por mês e que uma soma similar ia parar nas mãos dos administradores e grupos de funcionários. EFE rg/wr/plc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.