Justiça paraguaia autoriza extradição de traficante brasileiro

No Paraguai, o brasileiro seria processado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos

EFE |

Um juiz paraguaio declarou nesta segunda-feira extinta a causa penal de um brasileiro, que desta forma pode ser extraditado para o Brasil onde deve cumprir pena por tráfico de drogas, informaram as autoridades.

A Procuradoria desistiu de processar Ireneu Soligo, conhecido como Pingo, já que a pena para este tipo de crime é maior no Brasil. Com isso, o juiz Pedro Mayor Martínez decretou sua extradição em 8 de novembro. No Paraguai, o brasileiro seria processado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos, enquanto no Brasil tem duas condenações pendentes por tráfico de drogas, uma de 15 anos imposta pela justiça de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e outra de 26 anos em Ponta Porã, no Mato Grosso.

O brasileiro, um dos narcotraficantes mais procurados na fronteira entre os dois países, foi capturado em junho em uma fazenda de Capitán Bado, 600 quilômetros ao nordeste de Assunção, no departamento de Amambay, que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul.

Segundo as autoridades paraguaias, Soligo está associado a uma facção criminosa de São Paulo, e ao narcotraficante mais procurado da fronteira, o também brasileiro Luiz Carlos da Rocha, conhecido como "Cabeça Branca", que segue foragido. Inicialmente, Soligo tinha anunciado que ia recorrer para impedir sua extradição, já que no Paraguai podia receber uma pena menor, mas desistiu depois que seu estado de saúdo piorou.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG