Justiça nega prisão preventiva e Madoff responderá em liberdade

Nova York, 12 jan (EFE).- A Justiça de Nova York determinou hoje que o agente financeiro Bernard Madoff poderá continuar em liberdade pagando uma fiança, até ser julgado pela acusação de montar uma fraude que pode chegar US$ 50 bilhões.

EFE |

"A Procuradoria não foi capaz de demonstrar nem que exista risco de fuga do acusado, nem que ela seja um perigo para a comunidade, pelo que denega a moção", afirmou hoje em um escrito o juiz federal do Tribunal do Distrito Sul de Nova York Ronald Ellis.

A Procuradoria americana tinha reivindicado sua em prisão, alegando que Madoff violara as condições da fiança da qual goza e que o obriga a permanecer fechado e vigiado em sua luxuosa cobertura de Manhattan 24 horas por dia.

Entre essas condições figurava o congelamento dos ativos do financeiro, para que depois estes possam ser distribuídos entre as vítimas do gigantesco esquema de pirâmide que Madoff confessou ter montado.

No entanto, em 24 de dezembro -duas semanas depois de sua detenção- sua mulher Ruth enviou a parentes e amigos jóias e móveis e utensílios com um valor superior a US$ 1 milhão, o que, na opinião da Procuradoria, viola o congelamento de ativos.

Mesmo assim, o juiz determinou que Madoff não é um perigo para a comunidade nem existe o risco que fuja, pelo que poderá permanecer em seu apartamento, só saindo dali para ir aos tribunais quando seja chamado.

O agente financeiro seguirá sendo vigiado 24 horas em sua casa de Upper East Side de Manhattan.

Hoje estava previsto que Madoff fosse ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York para ser acusado, o que tornaria públicos muitos mais detalhes sobre a acusação.

No entanto, a audiência foi adiada por acordo de ambas as partes por um máximo de 30 dias. EFE mgl/jp

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