Justiça nega clemência a hondurenho condenado à morte no Texas

Huntsville (Texas), 7 ago (EFE).- Um tribunal de apelações do Texas se recusou hoje a pedir ao governador Rick Perry que altere a pena de morte do hondurenho Heliberto Chi, razão pela qual apenas a Suprema Corte pode agora evitar a execução do condenado, marcada para hoje.

EFE |

O imigrante hondurenho, consciente de que praticamente se esgotaram as possibilidades de evitar ser executado hoje, pediu força e tranqüilidade à sua família, com a qual se reuniu por quatro horas, disse à agência Efe seu primo, Edgardo Reyes.

Chi se despediu hoje de sua mãe, Mirna Sayupa Chi, e seu meio-irmão, José Hernán Aceituno, com os quais esteve reunido durante quatro horas na prisão de Huntsville, onde está recluso.

Posteriormente, foi transferido para a cela ao lado da câmara onde receberá a injeção letal, prevista para as 18h no horário local (20h de Brasília). Duas horas antes, o réu teria direito a desfrutar de um jantar de sua escolha, direito que foi rejeitado pelo hondurenho.

Heliberto Chi, culpado de ter matado um homem para o qual trabalhou como alfaiate, Armand Paliotta, tomou ainda as últimas decisões que tinha pendentes antes de ser executado mediante a injeção letal.

Assim, decidiu que seu corpo será doado à sua família, e que no momento em que receber a injeção letal, estarão presentes seu primo, seu meio-irmão, sua ex-namorada Erica Sierra, e suas amigas Sonia Mejía e Anayansa Andrade.

Por parte da vítima, presenciarão a execução Armand e Christopher Paliotta, filhos do homem assassinado por Chi.

Faltando apenas algumas horas para que se realize a execução, a única instância que poderia salvar Chi é a Suprema Corte, que tem sobre a mesa um recurso apresentado com base na alegação de que o réu não recebeu a assistência do consulado hondurenho quando foi detido.

Este fato viola o estabelecido pela Convenção de Viena, um tratado assinado pelos Estados Unidos.

O recurso assinala ainda que Honduras e Estados Unidos mantêm desde 1928 um tratado sobre comércio e proteção judicial.

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) ditou em 2004 uma ordem para que se revise o caso de 51 mexicanos que estão no corredor da morte e não receberam assistência consular quando foram detidos.

As autoridades hondurenhas tentaram usar essa decisão judicial da CIJ como precedente para que se revise também o caso de Chi.

Além de Chi. se encontram no pavilhão da morte no Texas os hondurenhos Edgardo Cubas e Carlos Ayestas.

A última execução realizada no Texas, também na prisão de Huntsville, foi a do mexicano José Medellín, o melhor amigo de Chi, que foi executado na terça-feira passada. EFE pg/gs

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