Justiça militar reconhece morte por agressão de 3 presos no Irã

Teerã, 19 dez (EFE).- Um tribunal das Forças Armadas do Irã anunciou hoje que os três detentos mortos na polêmica prisão de Kahrizak foram vítimas de agressões, e condenou 12 militares por envolvimento no incidente.

EFE |

Segundo a agência local de notícias "Mehr", o organismo judicial das Forças Armadas anunciou, em comunicado, que o relatório legista demonstra que as três vítimas morreram por causa das lesões derivadas das agressões que receberam na prisão.

"O legista rejeitou a versão da morte dessas três pessoas por meningite e afirmou que os três morreram pela gravidade das agressões", afirma o comunicado, que não deu detalhes sobre a sentença dos condenados.

O centro de detenção de Kahrizak é onde está reclusa a maioria dos detidos durante as manifestações de protesto contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho, oprimidas pela Polícia com um saldo de pelo menos 30 mortos e milhares de presos.

A prisão, construída em uma zona desértica do sul de Teerã, foi fechada em 28 de junho por ordem do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, por "descumprir os direitos dos detidos".

Dias depois do anúncio do fechamento da prisão, foram confirmados os rumores sobre a morte de três pessoas ali, um deles Mohsen Ruholamini, filho do responsável pela campanha eleitoral do candidato tradicionalista, ex-comandante dos Guardiães Revolucionários, Mohsen Rezaei.

O caso de Kahrizak foi ainda mais polêmico quando o ex-candidato a presidente e um dos atuais líderes da oposição, Mahdi Karrubi, denunciou casos de abusos sexuais neste centro contra os jovens detidos durante as manifestações em Teerã.

Teerã desmentiu as acusações e acusou Karrubi de deteriorar a imagem da República Islâmica do Irã com acusações "falsas". EFE msh/rr

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