Nova York, 19 fev (EFE).- Documentos da investigação que derrubou o então governador de Nova York Eliot Spitzer, com a qual a cafetina e prostituta brasileira Andréia Schwartz teria cooperado, serão divulgados nos próximos dias, mas os nomes dos mais de 60 clientes da rede de prostituição continuarão ocultos.

Em dezembro passado, o jornal "The New York Times" pediu que esses documentos fossem liberados ao público. Hoje, segundo um dos blogs da publicação, o juiz Jed Rakoff atendeu ao pedido, ao entender que existe um interesse público a respeito.

Os documentos que serão divulgados antes da próxima terça-feira incluem detalhes sobre como os investigadores obtiveram as autorizações necessárias para grampear vários telefones celulares usados pela rede de prostituição, conta o "NY Times".

Em troca da divulgação dos dados, o jornal aceitou que os nomes das pessoas investigadas como possíveis clientes permanecessem ocultos.

Em 12 de março de 2008, Spitzer renunciou como governador de Nova York após ser identificado como o "cliente número 9" da rede Emperor's Club Vip, dirigida pela brasileira Andréia Schwartz.

A investigação começou em 2007, quando uma série de transações bancárias suspeitas foi detectada. No fim, a Promotoria de Nova York descartou apresentar acusações contra Spitzer, que acabou renunciando devido ao escândalo gerado pelo caso. EFE mgl/sc

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