Justiça japonesa executa 3 presos na forca

Tóquio - Três presos foram executados hoje no Japão na forca, o método utilizado no país para aplicar a pena de morte e sem aviso prévio, segundo informou o Ministério de Justiça japonês.

EFE |

Estas foram as primeiras execuções feitas no Japão desde maio, quando entrou em vigor a lei dos júris populares, a qual permite que cidadãos comuns decidam sobre a condenação à pena de morte.

No entanto, nenhum dos três executados foi condenado pelo novo sistema, polêmico em um país caracterizado pelo alto número de sentenças condenatórias.

Por outro lado, estão são as primeiras execuções desde janeiro, quando a pena capital foi aplicada sobre outros quatro presos japoneses.

Citado pela agência local "Kyodo", o Ministério da Justiça informou hoje do cumprimento da pena de morte contra dois japoneses e um chinês, em prisões de Osaka (centro) e Tóquio.

Yukio Yamaji, de 25 anos, foi condenado à forca por ter roubado e assassinado duas irmãs em 2005 em Osaka. Já Hiroshi Meue, de 40 anos, matou três pessoas que se conheceram por meio de um site que coordena suicídios coletivos, também em Osaka.

A terceira execução aconteceu em Tóquio contra um cidadão chinês de 41 anos, que matou outros três compatriotas em Kawasaki (sul da capital japonesa) em 1999.

Em 2008, 15 presos morreram por enforcamento no Japão, o maior número desde 1993, quando o país retomou a aplicação da pena capital depois de sua extinção em 1989.

Atualmente, quase 100 presos estão no "corredor da morte" no Japão, onde as execuções ocorrem sem prévio aviso e em segredo, conduta que é alvo de críticas de organizações civis como a Anistia Internacional, mas que conta com o apoio da maior parte da população.

No entanto, entre outubro de 2005 e setembro de 2006, não houve execuções no Japão. Isso aconteceu porque o então ministro da Justiça, Seiken Sugiura, se opôs a assinar sentenças de morte por ser budista.

Desde março de 1993, 82 pessoas foram executadas no Japão, sempre na forca.

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