Justiça isenta ex-presidente mexicano de acusação de genocídio

México - Um tribunal mexicano ratificou hoje definitivamente um recurso de amparo e livrou o ex-presidente Luis Echeverría (1970-1976) da acusação do delito de genocídio no caso do massacre de 2 de outubro de 1968, no México.

EFE |

O Tribunal mexicano "confirmou a resolução impugnada", que tinha sido ditada por um juiz em 2007 na qual argumentava que as provas apresentadas pela Promotoria não demonstram participação do ex-líder na "preparação, concepção" e "consecução do genocídio".

Segundo uma fonte judicial disse à Agência Efe, se trata de "uma exoneração definitiva".

O processo contra Echeverría começou em 2005, quando a Promotoria Especial para os Movimentos Sociais e Políticos do Passado (Femospp), já extinta, acusou o ex-presidente de genocídio por envolvimento no massacre de estudantes no bairro de Tlatelolco, onde morreram 40, segundo as autoridades, e 400, de acordo com diversos organismos civis.

Echeverría estava em prisão domiciliar desde o ano passado e, com a confirmação de hoje, deve se livrar formalmente dessa situação.

A decisão encerra o principal processo que buscava punir os crimes da chamada "Guerra Suja", baseada na perseguição, tortura, assassinato e sequestro de ativistas sociais e supostos guerrilheiros, nas décadas de 1960 e 70.

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