Buenos Aires, 13 ago (EFE).- Um juiz argentino confirmou hoje que investiga se houve enriquecimento ilícito por parte da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e seu marido, o ex-chefe de Estado Néstor Kirchner, cujo patrimônio cresceu 158% no ano passado.

O juiz federal Norberto Oyarbide declarou nesta quinta-feira que "começou o trabalho de coleta de dados" para avançar na investigação sobre a denúncia de enriquecimento ilícito feita em julho por legisladores da opositora Coalizão Cívica.

Segundo Oyarbide, os primeiros passos da investigação consistem em pedir relatórios ao Escritório Anticorrupção e à Administração Federal de Receita Pública da Argentina "para que forneçam declarações de bens" do casal.

No último dia 5, Cristina assegurou que "poucas declarações estão tão claras na internet".

A denúncia foi apresentada pelos deputados Fernando Sánchez, Elsa Quiroz e Juan Carlos Morán e inclui Cristina, o ex-presidente Kirchner (2003-2007) e funcionários do Governo.

O patrimônio do casal Kirchner cresceu 158% em 2008, até US$ 12,1 milhões, segundo a declaração de bens divulgada pela imprensa de Buenos Aires.

O aumento do patrimônio líquido de Cristina e Kirchner responde, entre outros fatores, ao lucro na venda de 16 imóveis em Santa Cruz, a província natal do ex-presidente, por US$ 3,8 milhões.

Durante o ano passado, os depósitos bancários do casal triplicaram, até US$ 8,4 milhões, segundo uma declaração patrimonial apresentada no início de julho no Escritório Anticorrupção.

De acordo com esse documento, o patrimônio dos Kirchner é formado por 28 bens imóveis no valor de US$ 3,8 milhões, quatro empresas avaliadas em US$ 4,8 milhões, depósitos bancários de US$ 8,4 milhões e US$ 6.578 em dinheiro. EFE ms/bba

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