A justiça francesa se declarou incompetente para julgar demanda apresentada pelo presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o britânico Max Mosley, que visava a proibir um portal da internet de divulgar um vídeo onde é visto em orgias com conotações nazistas.

O juiz francês Joel Boyer se declarou incompetente, embora tenha considerado que o vídeo em questão é "atentatório à vida privada", e por isso decidiu devolver o caso à Alta Corte de Justiça de Londres, na qual Mosley havia apresentado a demanda.

Mosley pediu à justiça que proíba a difusão do vídeo no qual aparece participando de uma orgia sadomasoquista, no portal da internet do tablóide britânico News of the World.

O magistrado francês considerou que essas imagens, onde cinco mulheres são vistas, algumas vestidas com roupas listradas como as de prisioneiros, "correspondem à esfera íntima da vida sexual entre adultos condescendentes" e que sua divulgação "não só é atentatória a sua vida privada como também suscetível de constituir um delito".

No dia 9 de abril, a justiça londrina rejeitou a demanda de Max Mosley, de proibir a divulgação na página da web do tablóide dos vídeos do escândalo.

A defesa da revista alegou "legitimidade de informar o público sobre a orientação política" do presidente da FIA, já que segundo sua opinião, o vídeo tinha uma "conotação nazista", em um quarto decorado como um "campo de concentração".

bur/dm

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.