Justiça eleitoral descarta risco de fraude em pleito boliviano

La Paz, 11 jul (EFE).- A Corte Nacional Eleitoral (CNE) da Bolívia descartou hoje a possibilidade de fraude no referendo revogatório do próximo mês, ao anunciar que foi constatada a dupla inscrição de 33 mil pessoas em um censo de quatro milhões de eleitores.

EFE |

O presidente da CNE, José Luis Exeni, assinalou em entrevista à rádio "Erbol" que os casos de duplicidade na inscrição foram detectados em uma revisão "manual" dos registros de eleitores dos nove departamentos (estados), já que o sistema informatizado não está em condições de encontrar esses erros de forma pontual.

Exeni acrescentou que a operação dá maior "certeza" ao referendo de 10 de agosto em que o presidente Evo Morales, o vice-presidente, Álvaro García Linera, e os governadores regionais terão submetidas à votação a continuidades e seus cargos.

A posição da CNE foi exposta em meio a críticas e denúncias dos partidos de oposição, que alertaram sobre irregularidades no censo, o que faz com que temam uma possível fraude a favor do Governo no pleito.

O partido Poder Democrático e Social (Podemos) denunciou inclusive supostos delitos em um programa para dar cédulas de identidade gratuitas à população com apoio da Venezuela, que agora são investigados pela Procuradoria.

Exeni ratificou também que, a partir da próxima segunda-feira e até o final do mês, uma comissão técnica internacional revisará o censo eleitoral e averiguará as denúncias para dar mais segurança ao processo.

A comissão estará liderada pelo ex-presidente da CNE da Bolívia Oscar Hassenteufel e o do Tribunal Supremo Eleitoral do Equador Nicánor Moscoso, junto a outros quatro membros de organismos similares da América.

Evo Morales ratificou hoje em discurso que a oposição procura modificar as regras da consulta para frear sua realização e assegurou que, com pelo mesmo propósito, também pretende promover a demissão de nomes da CNE.

O governante esquerdista se mostrou confiante de que o referendo vá ratificá-lo em seu cargo e antecipou que, por outro lado, em algumas regiões do país "o povo vai revogar e acabar com a gestão dos governadores regionais neoliberais". EFE ja/rr

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