Justiça dos EUA rejeita reconsiderar extradição de Noriega à França

Washington, 22 mar (EFE).- A Suprema Corte dos Estados Unidos se negou hoje a reconsiderar a decisão que autorizou a extradição do ex-ditador panamenho Manuel Noriega para a França, onde é acusado de lavagem de dinheiro.

EFE |

A corte máxima americana emitiu a sentença sem fazer comentários a respeito.

Os advogados de Noriega tinham solicitado em fevereiro à corte que reconsiderasse a sentença de janeiro, pela qual a Corte Suprema recusou aceitar uma apelação de Noriega para impedir sua extradição à França.

O ex-líder do Panamá se encontra em uma prisão de Miami (Flórida, EUA), após ter cumprido uma pena por ajudar o cartel colombiano de Medellín a levar drogas aos Estados Unidos.

Noriega argumentou que deveria ser enviado de volta a seu país de origem, em vez de ser extraditado à França.

Na França, Noriega foi condenado a dez anos de prisão em 1999 por lavagem de dinheiro do narcotráfico, após ter lavado US$ 3,1 milhões por meio de bancos franceses e mediante a compra de apartamentos em Paris.

No entanto, ele poderá solicitar um novo julgamento na França, disse à Agência Efe uma fonte diplomática francesa.

No Panamá, Noriega foi declarado culpado de diversos crimes, inclusive os assassinatos do líder opositor Hugo Spadafora e o major Moisés Giroldi, pelos quais foi condenado a 15 e a 20 anos de prisão, respectivamente.

No entanto, como tem mais de 70 anos, se Noriega retornasse ao Panamá, poderia cumprir a pena em prisão domiciliar.

O ex-general foi chefe de Estado de fato do Panamá de 1983 até 1989, quando foi detido pelas tropas americanas que invadiram seu país. EFE cma/sa

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