Justiça dos EUA pode processar seguranças por massacre no Iraque

Washington, 17 ago (EFE).- A Promotoria deu um novo passo na investigação do massacre de 17 civis iraquianos por funcionários da empresa de segurança privada Blackwater, ao comunicar que sete dos agentes dessa firma podem ser processados.

EFE |

Como informa hoje o jornal "The Washington Post", a Promotoria comunicou a decisão aos homens por carta, o que eleva as possibilidades de que alguns deles sejam acusados pelo crime.

Em 16 de setembro de 2007, vários agentes da empresa de segurança privada Blackwater, contratada pelo Departamento de Estado americano para proteger funcionários civis e os diplomatas enviados ao Iraque, abriram fogo contra um grupo de cidadãos, matando 17.

O tiroteio dos guardas de segurança, todos eles antigos militares americanos, aconteceu quando seu comboio chegou a uma praça central de Bagdá e tentaram cortar o trânsito para avançar.

O Governo do Iraque, que averiguou o incidente, assegurou então que os agentes da Blackwater atiraram sem terem sido provocados, enquanto a empresa assegurou que atuaram em defesa própria.

Fontes ligadas ao processo informaram ao "Washington Post" que, caso sejam formuladas acusações, os agentes serão processados sob a custódia da Justiça militar, que atuou em outras ocasiões como em casos de delitos cometidos por equipes militares ou funcionários no exterior.

No entanto, alguns especialistas legais duvidam que os funcionários que trabalham para o Departamento de Estado possam ser julgados pela via militar.

Apesar de a investigação ainda continuar, a Promotoria decidiu informar por carta os agentes de forma que possam, desta maneira, preparar sua defesa. EFE pgp/bm/rr

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