Justiça dos EUA decide o destino das 416 crianças retiradas de seita

Um juiz do Texas (sul) analisava nesta quinta-feira se as 416 crianças retiradas no início de abril de uma seita poligâmica suspeita de abusos sexuais podem ser devolvidas aos seus pais ou devem ser confiadas a famílias substitutas.

AFP |

Responsáveis dos serviços sociais pediram ao juiz que coloque todas as crianças sob autoridade do Estado, assegurando terem provas de que a seita obrigava as adolescentes, a partir dos 13 anos, a manter relações sexuais com homens mais velhos.

As autoridades também afirmam que as crianças eram duramente espancadas, presas e privadas de alimentos quando eram castigadas.

Os jovens viviam em uma fazenda que pertence a Igreja dos Santos dos Últimos Dias (FLDS), uma corrente fundamentalista dissidente da Igreja oficial mórmon. Eles foram retirados do local pelas autoridades em 3 de abril.

A operação ocorreu após vários telefonemas de uma jovem de 16 anos que explicou estar grávida do seu segundo filho e que seu marido, de 50 anos, a batia muito.

O ministro da Justiça do Texas, Greg Abbott, assegurou nesta quinta-feira que as autoridades judiciais tinham "informações" que serão apresentados ao juiz, sobre os abusos sexuais realizados na fazenda.

Cerca de 350 advogados vindos de todo o Estado estão responsáveis da defesa dos jovens, em um caso que parece ser o maior do tipo na história dos Estados Unidos.

A FLDS é uma seita dissidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, principal corrente da igreja mórmon, que renunciou à poligamia há mais de um século e excomunga os membros que a praticam.

Sediada nas cidades de Hildale e Colorado City, a seita era dirigida por Warren Jeff, um polígamo condenado no ano passado à prisão perpétua por cumplicidade ao estupro.

Durante o julgamento, uma jovem relatou que o líder a havia obrigado a se casar, em 2001, aos 14 anos com um homem mais velho, e que ele havia ordenado a se "multiplicar e encher a terra de crianças no sacerdócio".

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