Washington, 2 ago (EFE).- Um tribunal dos Estados Unidos declarou culpado o homem que, na companhia da mulher e de um grupo de oração, ficou rezando enquanto a filha de 11 anos, que sofria de diabetes, morria no chão de casa.

Dale Neumann, de 47 anos, foi levado à Justiça por não ter levado a filha para um hospital. Durante o julgamento, o homem, que no ano passado estudou para se tornar pastor da Igreja Evangélica Pentecostal, disse que nunca pensou que a filha morreria. Ele disse que tinha certeza de que Deus a curaria.

A pequena Madeline morreu em casa, no Wisconsin (norte), por causa de uma diabete não diagnosticada mas totalmente tratável, de acordo com médicos convocados para testemunhar no processo.

A Promotoria alegou que os pais deveriam ter levado a menina imediatamente para o hospital, já que ela não conseguia andar, falar, comer ou beber.

Uma das pessoas que fazia parte do grupo de oração ligou para o serviço de emergência quando Madeline parou de respirar. O pedido de socorro, no entanto, foi feito tarde demais.

Neumann alegou que achava que a filha tinha gripe. Ele também disse que não sabia da gravidade da doença da criança e que, "se tivesse ido ao médico, teria colocado o doutor acima de Deus".

"Na Bíblia, Deus promete curar", afirmou Neumann, acusado de homicídio e negligência, segundo a imprensa local.

A defesa dos pais de Madeline argumentou que Neumann estava convencido de que orações curariam a menina, por isso pediu que ele não fosse condenado por crime algum.

Os médicos, por sua vez, disseram que se a menina tivesse recebido injeções de insulina e os cuidados necessários teria sobrevivido.

A Promotoria destacou ainda que Neumann subestimou a gravidade da doença da filha e permitiu a morte dela antepondo suas crenças à saúde da menor.

A mulher de Neumann, Leilani, de 41 anos, foi condenada pelos crimes no começo do ano. Ambos ouvirão suas sentenças em 6 de outubro. O casal pode pegar até 25 anos de prisão. EFE elv/sc

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