Justiça do Timor condena 24 por tentar matar presidente e premiê

Jacarta, 3 mar (EFE).- A Justiça do Timor Leste condenou hoje 24 das 28 acusados de tentar matar o presidente do país, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no ano de 2008.

EFE |

Os quatro réus restantes, entre eles a australiana Angelita Pires, apontada como instigadora dos crimes, foram absolvidos.

Os condenados, que cumprirão penas que variam de nove meses a 16 anos de prisão, faziam parte do grupo liderado pelo comandante rebelde Alfredo Reinado que, em 11 de fevereiro de 2008, tentou matar Ramos Horta e Gusmão.

Reinado, que comandou o ataque à casa do presidente timorense, foi a única pessoa a morrer naquele dia. O alvo da operação, por sua vez, ficou gravemente ferido e foi levado de emergência para a Austrália.

Quanto a Gusmão, saiu ileso da emboscada que os rebeldes armaram contra o carro que usava para ir para o trabalho.

O julgamento dos acusados, no entanto, recebeu duras críticas.

Para analistas locais e internacionais, as audiências, que se estenderam por sete meses, deixaram patentes as falhas do Judiciário timorense.

Por exemplo, Ramos Horta e Gusmão nunca testemunharam durante o processo, algo muito criticado. EFE jpm/sc

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