Anwar Al-Awlaki é acusado de participação em atentado frustrado em avião em dezembro de 2009 e de ter ligações com a Al-Qaeda

A Justiça do Iêmen ordenou que as forças de segurança do país prendam o clérigo radical de origem americana Anwar Al-Awlaki, acusado de ligação com a Al-Qaeda.

De acordo com a rede de TV CNN, um oficial de segurança iemenita confirmou, sob condição de anonimato, o envio de centenas de forças de segurança adicionais para a instável província de Shabwa, onde acredita-se que esteja o clérigo, para ajudar nas buscas.

Na semana passada, forças de segurança iniciaram a busca por Al-Awlaki, tido pelos Estados Unidos como um terrorista e um propagandista que, nos últimos, anos, tornou-se uma figura operacional importante dentro da Al-Qaeda da Península Arábica – braço da Al-Qaeda no Iêmen.

A Agência Central de Inteligência americana (CIA) também está autorizada a prender ou matar o clérigo de 39 anos, por supostamente ter participado de um atentado frustrado em um avião que ia aos EUA, em dezembro de 2009 .

A ordem dada pelo juiz Mohsen Alwan ocorre paralelamente ao julgamento de militantes suspeitos em Sanaa, capital do Iêmen. Procuradores acusam o clérigo nascido nos EUA e outros dois homens de “formação de quadrilha” cujo alvo seriam autoridades internacionais. Al-Awlaki e seu primo Othman al-Awlaki são suspeitos, assim como Hisham Asim, que é acusado de matar um francês funcionário de uma empresa australiana de gás e petróleo, no mês passado.

No início da semana, Al-Awalki e seu primo foram acusados de incitar violência contra estrangeiros, enquanto Asim foi acusado de assassinato, além de manter laços com a rede terrorista de Osama bin Laden.

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Na noite de sexta-feira, a Al-Qaeda da Península Arábica assumiu responsabilidade pelo envio de pacotes-bombas aos EUA . Os embrulhos suspeitos foram interceptados no Reino Unido e nos Emirados Árabes Unidos. A descoberta levou EUA, Reino Unido e Oriente Médio a emitirem sinal de alerta .

A Al-Qaeda da Península Arábica é considerado atualmente uma das principais fontes de propaganda e recrutamento da rede terrorista. Autoridades creem que sejam cerca de 300 membros, compostos por jihadistas veteranos do Iraque e Afeganistão, além de militantes da Arábia Saudita e Somália.

O governo iemenita tem aumentado suas operações antiterroristas com ajuda militar e de inteligência dos Estados Unidos.

Dentre os objetivos do grupo no Iêmen, local de nascimento do pai de Osama bin Laden, está o de atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Seu líder, Nasir al-Wahashy, aconselha militantes a lançar ataques mais simples, com bombas improvisadas.

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