O juiz de instrução espanhol Baltasar Garzón determinou neste domingo a libertação sob fiança de María Remedios García Albert, considerada a representante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Na véspera, as autoridades espanholas, em cooperação com as colombianas, detiveram María Remedios, de 57 anos, que se dedicava ao movimento e à captação de fundos para a guerrilha colombiana na Espanha.

Ela foi detida após a análise dos dados encontrados num computador do número dois das Farc, Raúl Reyes, morto num ataque do exército colombiano contra um acampamento da guerrilha colombiana em território equatoriano em primeiro de março passado.

Garzón, da Audiência Nacional (principal instância penal espanhola) a acusa do delito de "colaboração ou integração em organização terrorista" e García Albert tem agora um prazo de sete dias para pagar a fiança 12.000 euros (19.000 dólares), caso contrário voltará para a prisão provisória.

Em Bogotá, o diretor da polícia colombiana, general Oscar Naranjo, disse que García Albert é "integrante da comissão internacional das Farc" e afirmou que "essa captura é o princípio de uma série de detençõs que serão realizadas na Europa, principalmente de pessoas vinculadas às Farc".

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