Justiça decide se Suu Kyi poderá apresentar novas testemunhas

Bangcoc, 9 jun (EFE).- A Justiça de Mianmar (antiga Birmânia) decide nesta terça-feira, caso não ocorra novos atrasos, se a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi poderá apresentar novas testemunhas em seu julgamento por suposta violação dos termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.

EFE |

O advogado de defesa Nyan Win disse acreditar que o tribunal aceitará as três das testemunhas que desprezou durante o processo, no anúncio que está marcado para acontecer por volta das 15h locais (5h30 de Brasília).

"Temos confiança de que o tribunal aceitará nosso pedido. Sua decisão anterior de desprezar todas as testemunhas de defesa exceto uma era contrária à lei", disse.

As três testemunhas são membros da Liga Nacional pela Democracia de Suu Kyi: o jornalista e antigo prisioneiro político Win Tin; o vice-presidente do partido Tin Oo, atualmente sob prisão domiciliar, e o advogado Khin Moe Moe.

Em princípio, estava previsto que a corte anunciasse na sexta-feira passada se aceitava as testemunhas da defesa, e parece que o anúncio finalmente acontecerá hoje.

O trâmite paralisou o julgamento de Suu Kyi, de 63 anos, quando estava previsto que acusação e defesa apresentassem os argumentos finais.

Suu Kyi foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

O julgamento da Nobel da Paz de 1991 começou poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar a nado o lago Inya, e por isso não conseguiria retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE grc/mh

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