Justiça decide se Suu Kyi poderá apresentar mais testemunhas

Bangcoc, 5 jun (EFE).- A Justiça de Mianmar (antiga Birmânia) decide hoje se a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi poderá apresentar novas testemunhas em seu julgamento por suposta violação dos termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.

EFE |

Os advogados de Suu Kyi, que recorreram na quarta-feira passada depois de o juiz que conduz seu julgamento rejeitar três de suas quatro testemunhas, alegaram o direito de sua cliente de poder se defender das acusações que pesam contra ela.

O trâmite paralisou o julgamento de Suu Kyi, de 63 anos, quando estava previsto que acusação e defesa apresentassem os argumentos finais.

Suu Kyi foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

O julgamento da Nobel da Paz de 1991 começou poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar a nado o lago Inya, e por isso não conseguiria retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE tai/mh

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