NOVA YORK - Um tribunal federal de Nova York pode aprovar, nesta quarta-feira, uma ordem com medidas a serem adotadas por um hospital do Brooklyn, entre elas a demissão de seis pessoas, depois que uma mulher morreu em uma das salas de espera por não receber atendimento.

A mulher, uma jamaicana de 49 anos chamada Esmin Green, morreu há duas semanas na sala de espera da unidade psiquiátrica do Hospital Kings County do condado de Brooklyn, após quase 24 horas aguardando.

Mulher morre por falta de atendimento; assista



Câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher cai da cadeira e se retorce no chão perante a passividade dos outros pacientes e até que após quase uma hora alguém viesse socorrê-la.

A gravação veio a tona durante o julgamento em decorrência do processo aberto há mais de um ano pelo Serviço Legal de Higiene Mental do Estado de Nova York e pela União de Defesa das Liberdades Civis em Nova York contra o centro médico, qualificado pelos dois órgãos como "uma câmara de sujeira, decadência, indiferença e perigo".

No vídeo se observa que um guarda de segurança nem sequer se levanta de sua cadeira quando a mulher cai no chão e só se aproxima para olhar o corpo.

A mulher estava há quase 24 horas esperando um leito no hospital, onde chegou contra sua vontade com problemas de agitação e psicoses, mas quando finalmente alguém foi ajudá-la, Green já estava morta.

Sobre o incidente, que ocorreu no último dia 19, a Corporação de Saúde e Hospitais da Cidade de Nova York, encarregada da gestão desse hospital, se comprometeu a implementar uma série de reformas no pavilhão psiquiátrico, incluídas na ordem que deve ser aprovada hoje.

O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, já mostrou seu mal-estar pelo incidente e chamou de "inaceitável" a atitude da equipe do hospital.

Além disso, concordou em custear o transporte do corpo para a Jamaica.

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