Justiça dá vitória a Hugh Grant em caso de grampo telefônico

Corte ordena que ator e ex-namorada recebam informação sobre interceptações; detetive para de receber pagamentos de tabloide

iG São Paulo |

AP
O ator britânico Hugh Grant em frente ao Parlamento em Londres, onde aconteceu uma reunião de emergência sobre o escândalo dos grampos (06/07)
Um juiz da Alta Corte britânica ordenou nesta quarta-feira que a polícia entregue ao ator Hugh Grant, de 50 anos, ou à sua ex-namorada Jemima Khan, militante de direitos humanos de 37 anos, informações que demonstrem que telefonemas entre ambos foram interceptados por um detetive particular a serviço do tabloide News of the World . No início do mês, Hugh Grant anunciou ter gravado conversa com jornalista de tabloide para provar grampo.

A decisão do juiz Geoffrey Vos foi tomada ao final de uma audiência de 20 minutos, na qual nem Grant nem Khan estavam presentes, segundo a agência Press Association. O processo civil ocorrerá em janeiro. O casal se separou em 2007, após três anos de relacionamento.

Grant tem sido um crítico feroz da empresa News Corporation desde a revelação, no começo do mês, de que jornais do império midiático de Rupert Murdoch teriam grampeado caixas postais telefônicas de milhares de personalidades britânicas. Ele participa do grupo Hacked Off ("hackeados"), que cobra punições exemplares aos casos de espionagem pelos jornais.

Vos disse que a polícia deve divulgar informações relacionadas às mensagens supostamente interceptadas pelo detetive Glenn Mulcaire que foram usadas pelo News of the World e outros jornais. A News Corp., proprietária do News of the World, tirou o centenário jornal de circulação por causa do escândalo.

Mulcaire e um ex-jornalista do tabloide Clive Goodman foram condenados em 2007 por ter interceptado, ou tentado interceptar, telefones de personalidades, incluindo do entorno da família real britânica .

Desde então, várias celebridades, entre elas o ator Jude Law, a atriz Sienna Miller ou o ex-jogador de futebol Paul Gascoigne, processaram a News International, divisão britânica do império midiático de Murdoch, que editava o News of the World até seu fechamento em 10 de julho .

Nesta quarta-feira, a News Corp. disse que parou de realizar pagamentos a Mulcaire. A decisão foi tomada um dia depois de Murdoch ter dito perante uma sessão parlamentar que tentaria encontrar uma forma de suspender os pagamentos "se não representassem uma quebra de contrato".

A contratação por Mulcaire de um bom advogado de defesa levou muitos a suspeitar de que a companhia pagava suas contas judiciais, possivelmente em uma tentativa de comprar o silêncio do criminoso condenado.

*Com Reuters, AFP e AP

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