Caracas, 18 jun (EFE).- Um tribunal do estado venezuelano de Anzoátegui formalizou hoje a detenção de seis envolvidos em um tiroteio entre detratores e partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no qual um dirigente opositor morreu e outros dois ficaram feridos.

A Promotoria disse em comunicado que Juan García, Rubén Sánchez, Luis Flores, Eriberto Fernández, José Fernández e Alberto Acuña, detidos há dois dias, foram acusados pelo homicídio de Jhonathan Rivas no sábado passado.

Rivas tinha 31 anos e era dirigente do opositor partido Primero Justicia (PJ). Ele e um grupo de opositores protestavam em frente a um quartel da Polícia local pela detenção de militantes opositores a Chávez que tinham feito pichações a favor da rede de televisão privada "Globovisión", abertamente de oposição ao Governo venezuelano.

Todos os detidos, aparentemente ativistas afins a Chávez, também foram acusados de tentativa de homicídio contra Jorge Báez e por lesões corporais a Ernesto Paraqueima, ex-prefeito opositor da cidade de El Tigre, onde se deram os acontecimentos.

Os seis detidos também enfrentam outras acusações, entre elas a de formação de quadrilha.

O ministro do Interior venezuelano, Tarek El Aissami, informou sobre a detenção de uma sétima pessoa, Rafael Urquilla, identificado como "acompanhante" do ex-prefeito.

Aissami acrescentou que também há uma ordem de prisão contra Luis Paraqueima e Alejandro Luque, irmão e "segurança" do ex-prefeito, respectivamente, e contra Jorge Báez, que foi baleado, mas também disparou tiros.

O ministro insistiu em que o Governo de Chávez repudia a violência independentemente "da posição ideológica e política" das vítimas e de quem cometeu os atos violentos. EFE ar/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.