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Justiça da Espanha ordena busca e captura internacional de membro da ETA

Madri, 11 nov (EFE).- A Audiência Nacional espanhola ordenou hoje a busca e captura internacional do membro da ETA José Ignacio de Juana Chaos por não ter comparecido ao tribunal para ser interrogado por crime de enaltecimento do terrorismo.

EFE |

O juiz Eloy Velasco ordenou a busca e captura depois que este membro histórico da ETA foi convocado reiteradamente a comparecer perante a Justiça desde agosto.

A citação se deve a um possível crime de enaltecimento do terrorismo depois que após sua saída de prisão, no início de agosto, uma carta atribuída a De Juana foi lida em um ato público.

O magistrado requer que o diretor-geral da Polícia e da Guarda Civil espanholas procedam a "sua busca e captura nacional e internacional", principalmente "entre a Irlanda e a Irlanda do Norte", onde, segundo a Interpol (polícia internacional), mora com identidade falsa.

O juiz investiga se houve crime de enaltecimento do terrorismo na homenagem que a esquerda independentista basca fez a De Juana em San Sebastián por ocasião de sua libertação, em 2 de agosto, e se o homenageado também cometeu este crime através de uma mensagem que foi lida em seu nome no ato.

Para o juiz, a carta, lida por uma mulher "até agora não identificada", é constitutiva de crime de enaltecimento do terrorismo, pois nela "se fazia um convite à continuação da luta armada" e "referências expressas" ao histórico dirigente da ETA Domingo Iturbe, o "Txomin Iturbe".

A mensagem também instiga os "aproximadamente 500 presentes a seguirem com o uso de meios violentos e criminosos" para conseguirem a independência do País Basco.

Desde 16 de agosto, o juiz tenta localizar De Juana para tomar seu depoimento sobre estes fatos, primeiro em sua casa em San Sebastián, a partir de 23 de setembro, na Irlanda, onde mora desde que foi libertado.

De Juana é considerado um dos membros históricos da ETA, cuja libertação, após completar 21 anos de prisão dos 3 mil aos quais foi condenado por 25 assassinatos, causou grande polêmica na Espanha.

De Juana foi libertado no início de agosto após sua pena ser reduzida com a aplicação do código penal, que contemplava a possibilidade de diminuir a pena com cursos e atividades na prisão.

EFE na/wr/fal

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