Copenhague, 6 jan (EFE).- A Justiça dinamarquesa ordenou hoje a libertação quatro ativistas do Greenpeace detidos no último dia 17 em Copenhague durante a Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática (COP15).

O quarteto foi recebido com aplausos ao deixar a prisão em Copenhague por cerca de 30 membros e simpatizantes da organização, que desde a cúpula mantém seu famoso barco "Rainbow Warrior" em um píer da capital dinamarquesa.

Os ativistas não quiseram dar declarações ao saírem da prisão e mencionaram apenas que concederão uma entrevista coletiva amanhã no "Rainbow Warrior".

O próprio Greenpeace comunicou que os quatro ativistas foram postos em liberdade com acusações contra si, mas não precisarão se apresentar à Justiça dinamarquesa amanhã e deverão esperar a definição da data de seu processo.

O quarteto é acusado de invadir o jantar de gala que a rainha da Dinamarca ofereceu aos chefes de Estado e de Governo durante a COP15.

A Polícia dinamarquesa os acusou de invasão de domicílio e falsificação de documentos, entre outros crimes.

Foram libertados hoje Juan López de Uralde, presidente do Greenpeace na Espanha, a sueca Nora Christiansen, o suíço Christian Schmutz e o holandês Joris Thijssen.

A coordenadora de campanhas do Greenpeace, María José Caballero, disse à Agência Efe que a prisão dos quatro ativistas foi uma "medida desnecessária" e exagerada.

Caballero criticou o fato de os ativistas terem ficado incomunicáveis durante 21 dias e que as Embaixadas dos respectivos países tenham tido que manter "duras negociações" para que as famílias pudessem visitar os quatro detidos. EFE nv-jcb/bba

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