Justiça da Colômbia ordena prisão sem fiança de ex-congressista

Bogotá, 8 mai (EFE).- A Corte Suprema de Justiça da Colômbia ordenou hoje a detenção sem direito à fiança de uma ex-congressista que, em 2005, favoreceu, com seu voto, a reeleição do presidente colombiano, Álvaro Uribe, e que também é considerada a suposta responsável pelo crime de suborno de magistrados.

EFE |

A Sala Penal do Alto Tribunal tomou a medida contra a ex-representante Yidis Medina, que aceitou ter recebido favores por parte de altos magistrados para votar afirmativamente na reforma constitucional que aprovou a reeleição de Uribe.

Medina, detida na prisão de Buen Pastor de Bogotá, se entregou em 27 de abril, dias após ter sido divulgada uma conversa em que ela aceitava as propinas de membros do Governo para mudar seu voto na reforma.

A ex-parlamentar prestou depoimento sobre o suborno na investigação sobre esses fatos, admitiu sua responsabilidade e a sentença antecipada foi acolhida pela Justiça.

Em seus depoimentos, Medina disse que o ex-ministro do Interior e da Justiça e atual embaixador na Itália, Sabas Pretelt; o ex-secretário-geral da Presidência Alberto Velázquez; e o ex-ministro da Previdência Diego Palacio teriam lhe oferecido cargos em várias entidades do Governo para que ela votasse pela reeleição.

Os envolvidos negaram as acusações, e Palacio pediu que a Procuradoria Geral o investigue.

A última edição da revista "Cambio", que entrou em circulação hoje, reproduz algumas cópias de recibos bancários de supostas consignações a um colega seu que também ajudou a aprovar a reforma.

"Entregou os comprovantes de várias consignações de dinheiro em uma conta do ex-representante Teodolindo Avendaño, segundo ela, para se ausentar da sessão em que seria votada a reeleição", assinalou a publicação.

A ex-congressista disse que foram mais de dez consignações no valor de 200 milhões de pesos (US$ 110 mil) fornecidos por um contratado do Estado que utilizou dinheiro público para pagar "os favores".

A Corte também pediu a investigação do ex-parlamentar Ivan Díaz Mateus, que figurava em sua lista política ao Congresso, e dos advogados Clara María González e Álvaro Montoya, e enviou cópias à Procuradoria Geral para averiguar o ministro Palacio e o ex-ministro Pretelt. EFE rrm/wr/db

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