Justiça confirma vitória de Bongo no Gabão, em meio a conflitos

Dacar, 4 set (EFE).- O Tribunal Constitucional do Gabão confirmou hoje, de forma provisória, a vitória de Ali Bongo nas eleições presidenciais de domingo, enquanto os conflitos continuam em Port-Gentil, segunda maior cidade do país, onde uma delegacia de Polícia foi incendiada por manifestantes, informou uma rádio local.

EFE |

Segundo a emissora, a presidente do Tribunal Constitucional, Marie-Madeleine Mborantsuo, afirmou que os resultados divulgados na quinta-feira pela Comissão Eleitoral e pelo Ministério do Interior davam 41,73% dos votos a Ali Bongo, primogênito do falecido presidente Omar Bongo.

O Tribunal Constitucional, máxima instância judicial do país, deve proclamar os resultados oficiais definitivos em um prazo de dez dias, após examinar eventuais recursos dos candidatos.

Os dois principais adversários de Bongo, André Mba Obame, ex- ministro do Interior e candidato independente, e Pierre Mamboundou, da Aliança para a Mudança e a Restauração (ACR), rejeitaram os resultados e qualificaram a vitória de Ali Bongo como "golpe eleitoral", segundo emissoras regionais captadas em Dacar.

Os observadores da União Africana (UA) admitiram irregularidades no processo eleitoral no Gabão, mas, mesmo assim, o consideraram legal.

Mamboundou convidou seus seguidores a organizarem "uma resistência", anunciando a formação de um "Governo paralelo".

Segundo a rádio local, os oposicionistas realizaram protestos violentos hoje, em Port-Gentil, onde queimaram uma delegacia de Polícia.

Os manifestantes atearam fogo ontem no consulado geral da França na cidade e atacaram a prisão central, onde libertaram dezenas de presos.

Port-Gentil está sob toque de recolher noturno.

Na tentativa de acalmar os ânimos, a UA pediu "contenção" a todos os grupos políticos e que "evitem qualquer ação que possa minar a paz e a estabilidade do país" em seus protestos.

Em comunicado, a Comissão da UA anunciou que enviará ao Gabão o ex-primeiro-ministro do Senegal Mustafa Niasse, para ajudar no processo de transição iniciado com a morte de Omar Bongo, no dia 8 de junho, em Barcelona, após 42 anos de Governo autoritário, com múltiplas acusações de corrupção. EFE st-cho/dm-pd

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