Justiça confirma morte por fuzilamento dos autores dos atentados de Bali

A Corte Constitucional indonésia rejeitou nesta terça-feira uma última apelação apresentada pelos três militantes islamitas condenados à morte pelos atentados de Bali em 2002 que reclamavam ser decapitados ao invés de fuzilados.

AFP |

Os três condenados pediram à mais alta jurisdição indonésia que deliberasse sobre se a morte por arma de fogo constituía ou não uma forma de tortura.

"A dor gerada por tiros resulta de um processo natural e isso não pode ser considerado uma forma de tortura", afirmou o presidente da Corte, Mohammad Mahfud.

"Os argumentos apresentados (pelos condenados) não têm fundamento e devem ser rejeitados", acrescentou.

Mais nada se opõe à execução dos três condenados, que esgotaram todos os recursos. A justiça anunciou recentemente que detalhes seriam apresentados na sexta-feira sobre a data da execução, prevista para antes do final do ano.

Ali Ghufron, Amrozi e Iman Samudra foram condenados à morte em 2003 por terem organizado os atentados que haviam deixado 202 mortos, em sua maioria turistas estrangeiros, na noite de 12 de outubro de 2002 na ilha de Bali. Esses ataques foram atribuídos à Jemaah Islamiyah, rede islâmica do Sudeste Asiático.

Diante da Corte Constitucional, um de seus advogados defendeu que, quando são fuzilados, os condenados "não morrem com o tiro". "A lei estabelece que se o primeiro tiro alvejando o coração não for fatal, uma outra bala deve ser disparada contra a cabeça", explicou Wirawan Adnan, indicando que os três homens pediam para ser "decapitados", um procedimento que garantiria a morte instantânea.

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