Justiça condena nove britânicos à prisão por planejar ataque

Membros de grupo inspirado na Al-Qaeda foram sentenciados por planejar ataques, entre eles, contra a Bolsa de Valores de Londres

iG São Paulo |

Nove homens que participaram de um plano para executar um ataque na Bolda de Valores de Londres foram condenados à prisão nesta quinta-feira. Três deles - todos membros de um grupo inspirado na Al-Qaeda - receberam sentenças indeterminadas por apresentarem risco à população.

Leia também: Quatro acusados admitem plano para atacar Bolsa de Londres

Os três que receberam sentenças indeterminadas foram Mohammed Shahjahan, 27 anos, que será preso por um tempo mínimo de oito anos e dez meses e Usman Khan, 20 anos, e Nazam Hussain, 26 anos, que devem cumprir ao menos oito anos.

Eles admitiram que planejavam angariar fundos para formar um acampamento terroristas no Paquistão e recrutar britânicos para participar.

Na sentença, o juiz descreveu todos os homens - britânicos com origens de Bangladesh e Paquistão - como fundamentalistas islâmicos.

Segundo a BBC, outras sentenças foram: 13 anos e oito meses para Mohammed Chowdury, 12 anos para Gurukanth Desai, 10 anos e 4 meses para Omar Latif, Abdul Miah foi condenado a 16 anos e 10 meses, Mohibur Rahman a cinco anos e Shah Rahman, 12 anos.

Sem o conhecimento do grupo, a polícia de Londres soube do plano de atacar a Bolsa de Valores e começou a vigiá-los. Eles foram presos em dezembro de 2010 e, no começo, negaram todas as acusações.

Mas no início de fevereiro, quando o julgamento estava para começar, quatro dos réus admitiram a culpa pelo plano contra a London Stock Exchange , e os dois restantes, pelas acusações mais leves.

Mohammed Chowdhury, de 21 anos, Shah Rahman, de 28, e os irmãos Gurukanth Desai, de 30, e Abdul Miah, de 25, se declararam culpados de planejar a implantação de um artefato explosivo caseiro nos banheiros do edifício.

Na ocasião, o promotor Andrew Edis aceitou que os britânicos não planejavam matar ninguém. "Sua intenção era causar terror e prejudicar a economina", disse. "Mas eles escolheram métodos que colocam as pessoas em risco e poderiam deixar alguém ferido ou morto."

Os outros cinco, também de nacionalidade britânica, admitiram acusações como participar de reuniões ou posse de objetos com fins terroristas. Promotores afirmaram que eles não chegaram a fabricar nenhuma bomba ou estabelecer datas para os ataques.

O grupo não era membro da Al-Qaeda, mas foi inspirado na rede terrorista e, em particular, no ex-líder de seu braço iemenita, o clérigo nascido nos Estados Unidos Anwar al-Awlaki , morto no ano passado em um ataque americano .

Segundo a acusação, pretendiam enviar pacotes-bomba a vários alvos antes das festas de Natal de 2010 e discutiram também a possibilidade de um atentado ao "estilo Mumbai", onde, em 2008, um comando de dez homens armados deixou 166 mortos em ações coordenadas em vários pontos da cidade.

A polícia encontrou na casa de um dos detidos uma lista de possíveis alvos, na qual figuravam o prefeito Boris Johnson, dois rabinos, a embaixada dos Estados Unidos e a Bolsa.

OS nove réus foram acusados de combinar alvos, discutir sobre materiais e métodos e guardar documentos que continham "instruções práticas para um ataque terrorista".

Com AP

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