Justiça condena guerrilheiro das Farc por sequestro de filho de Clara Rojas

Bogotá, 19 fev (EFE).- Um juiz colombiano condenou a nove anos e nove meses de prisão o guerrilheiro Martín Sombra, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pelo sequestro do filho que a ex-refém da guerrilha Clara Rojas teve durante cativeiro, informaram hoje fontes judiciais regionais.

EFE |

O chefe insurgente foi considerado responsável pelo crime de "sequestro simples agravado", informou a Procuradoria-Geral da cidade Villavicencio (centro do país), onde foi conduzida a investigação e o processo contra o guerrilheiro, preso em Bogotá.

"Martín Sombra", como é conhecido Elí Mejía Mendoza, foi carcereiro de um grupo de reféns das Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e sua assessora de campanha, Clara Rojas, as duas já em liberdade.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sequestraram as duas em fevereiro de 2002 quando viajavam em campanha eleitoral por uma estrada do sul do país.

O resgate foi feito nas selvas de Guaviare (leste) em julho de 2008, menos de seis meses depois que Rojas fora libertada de maneira unilateral e que seu filho aparecesse em um lar infantil em Bogotá.

A condenação contra Mejía Mendoza derivou da ordem dos rebeldes de separar Rojas de seu bebê, Emmanuel, nascido em 16 de abril de 2004 em algum lugar das selvas do sul colombiano.

O promotor que acompanhou a investigação disse que a criança "esteve aos cuidados" de "Martín Sombra" por ordem de Pedro Antonio Marín ("Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo"), chefe máximo das Farc morto em março de 2008, e de Jorge Briceño Suárez ("Mono Jojoy"), responsável militar da guerrilha.

O bebê, doente, foi deixado em mãos de uma família camponesa de Guaviare que depois o entregou ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF, estatal). A entidade manteve a criança em uma unidade de Bogotá até a libertação de sua mãe.

Mejía Mendoza foi detido em fevereiro de 2008 pela Polícia em Saboyá, localidade do departamento de Boyacá (nordeste). EFE jgh/sa

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